Escolhi o tema do meu blog pensando no muito que ainda tenho a aprender e que sirva de exemplo para outras pessoas que como eu já poderiam estar pensando só na aposentadoria.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PSICOLOGIA NO COTIDIANO DAS ORGANIZAÇÕES - Trabalho e Sofrimento Psiquico

SOFRIMENTO PSIQUICO NO TRABALHO CONTEMPORÂNEO
disponível em
O trabalho contemporâneo pode tanto oferecer condições para o crescimento, como se consistir em fonte de opressão, exploração ou exclusão. O trabalho compreende um significado maior do que o ato de trabalhar ou vender a força do trabalho há também uma remuneração social pelo trabalho, além da função psíquica.
O avanço tecnológico e as novas organizações não trouxeram o anunciado fim do trabalho penoso, ao contrário, acentuam as desigualdades e a injustiça social e novas formas de sofrimento, sobretudo do ponto de vista psíquico.
As diversas formas de sofrimento no trabalho se apresentam como: o medo de acidentes, a angústia de não ser capaz de corresponder ao esperado, sofrimento devido a repetição contínua e aborrecimentos, medo das agressões dos usuários ou clientes, receio da dominação e da autoridade e, principalmente, o medo da demissão, entre tantos outros. Mas o lado mais cruel está no vazio intelectual, em que os conhecimentos acumulados por anos de dedicação se tornam inúteis e descartáveis.
O artigo apresenta o resultado de uma série na Revista Você S/A com reportagens que caracterizam: causas de sofrimento no trabalho, conseqüência do sofrimento no trabalho e prevenção e saúde. As reportagens apontam a questão do sofrimento como algo inerente ao ser humano, sendo de sua responsabilidade a prevenção da saúde mental e para tanto deve prevenir sua vida física e mental através de atividades que lhe proporcionem bem-estar.


PSICOPATOLOGIA NO TRABALHO – ASPECTOS CONTEMPORÂNEOS
de Edith Seligmann-Silva 

O artigo trata sobre a Psicopatologia no Trabalho (PPT) e como se manifestam alguns tipos de transtorno mental relacionados ao trabalho. O conhecimento da relação entre trabalho e alterações da saúde mental é bastante antigo, desde os anos 20 do século passado, já mereceu publicações. No sofrimento mental relacionado ao trabalho e em suas expressões mórbidas é a subjetividade do indivíduo que é atingida. Existem mecanismos psicológicos de defesa que acionados em situações na vida, inclusive no trabalho para evitar a ansiedade, o medo, a depressão, as vivências de desproteção ou sentir-se ameaçado. Mas, nem todas as defesas são negativas, pois a sublimação favorece a saúde e consegue transformar o sofrimento em prazer, portanto tem um papel vitalizador, onde o indivíduo coloca sua força criativa para transformar o trabalho e torná-lo significativo. Portanto, para que o trabalho seja limiar da psicopatologia, deverão existir condições desfavoráveis a elaboração das defesas individuais e coletivas.
Atualmente as empresas implementam mudanças organizacionais que acompanham a reestruturação, provocando o sentimento de perda que o indivíduo se sente impossibilitado de reconstruir. E neste contexto  as perdas tornam-se especialmente impactadas quando remetem para dificuldade de encontrar alternativas: “minha função desapareceu”, “meu setor foi extinto”, “desfizeram minha equipe”, e fora da organização pelo estreitamento do mercado de trabalho. Existem, assim, duas perdas: perda de função que era a fonte de orgulho do profissional e o alicerce de sua identidade e a perda afetiva dos relacionamentos interpessoais e relações solidárias.


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