Escolhi o tema do meu blog pensando no muito que ainda tenho a aprender e que sirva de exemplo para outras pessoas que como eu já poderiam estar pensando só na aposentadoria.

sábado, 20 de novembro de 2010

Psicologia no Cotidiano das Organizações. Grupos, Conflitos e Negociações

GRUPOS
disponível em

Segundo o artigo no momento que as pessoas trabalham em grupos,  dois aspectos muito separados são envolvidos. O primeiro é a tarefa e os problemas envolvidos em realizar o trabalho. Na maioria das vezes esse é o único aspecto que o grupo considera. O segundo é o processo do trabalho do grupo em si mesmo: os mecanismos pelos quais o grupo age como uma unidade e não como uma multidão. A estrutura de um grupo depende largamente das interações de seus membros e como eles percebem uns aos outros e o que esperam de si mesmos e de cada um dos outros membros. Duas das características estruturais mais importantes são os papéis do grupo e as normas do grupo.
Papéis do grupo: Um papel consiste no conjunto de comportamentos requeridos ou esperados de uma pessoa ocupando certa posição em um grupo. Podem ser papéis formais (natureza e estrutura da organização) e papéis informais (interação entre os membros do grupo). Para tanto deve existir clareza do papel para que os membros entendam e aceitem seus papeis, isso através de uma comunicação de qualidade.
O conflito de papel existe quando há um consenso em uma meta ou consequência desejada, e o ocupante de um papel não tem suficiente habilidade, motivação, tempo ou compreensão para alcançar aquela meta. Normas do grupo: Uma norma é um nível de desempenho, padrão de comportamento, ou crença. Podem ser formalmente estabelecidas ou informalmente desenvolvidas pelo grupo. Cada norma carrega comportamentos e expectativas específicas que os membros daquele grupo devem supostamente aderir.
Embora o trabalho em grupo apresente uma grande quantidade de vantagens, as decisões tomadas em conjunto também apresentam desvantagens. O processo de decisão é muito demorado, consumindo muito do tempo disponível quando comparado com uma decisão tomada por um indivíduo. O desejo dos membros para serem aceitos e valorizados pelos outros membros pode agir no sentido de aceitar decisões menos inovadoras. A responsabilidade pelas decisões do grupo é diluída por seus membros


BREVE DESCRIÇÃO SOBRE PROCESSOS GRUPAIS
disponível em http://www.facha.edu.br/publicacoes/comum/comum19/pdf/marcosalexandre.pdf
A história de vida do indivíduo é a de pertencer a inúmeros grupos sociais, mas através do grupo familiar, onde acontece o princípio da socialização e surge a primeira forma de hierarquia social, é feita a preparação para participar das relações sociais mais amplas. A institucionalização da sociedade é uma forma de garantir sua reprodução, nos diversos níveis da realidade social, o de instituição, organizações e grupos. O nível institucional é o da norma, das regras estabelecidas e a forma como interagem compõe a realidade social.
O texto define alguns processos grupais que orientam o comportamento dentro dos grupos na maior parte do tempo: coesão, que pode ser definida como a quantidade de pressão exercida sobre os integrantes do grupo a fim de que continuem nele; cooperação, associação de pessoas trabalhando juntas em prol de um ou mais objetivos; formação de normas, todo grupo não importando o tamanho, deve estabelecer normas para poder funcionar adequadamente; liderança, hoje em dia é mais aceita a posição de liderança como decorrente da interação entre os participantes; status, é o prestígio desfrutado por um membro do grupo; papel social, é um modelo de comportamento definido pelo grupo.


CONFLITO E NEGOCIAÇÕES
disponível em
O conflito faz parte da natureza humana e dificilmente não iremos nos envolver em conflitos em nossa trajetória de vida. A noção de conflito tem passado por modificações através do tempo. Em uma perspectiva tradicional, o conflito deve ser completamente evitado. Conflito é visto assim como irracional, destrutivo, danoso ao grupo devendo ser completamente evitado. Na perspectiva da escola de relações humanas, o conflito faz parte da natureza humana, sendo uma consequência inevitável do trabalho com grupos de pessoas, não sendo desta forma necessariamente ruim, ao contrário, muitas vezes é um determinante positivo para o crescimento de um grupo. Por fim, na perspectiva atual interacionista, afirma que o conflito não só pode ser positivo para o grupo como enfatiza fortemente que este é absolutamente necessário para o desempenho eficaz desse grupo, para que não se torne um grupo estático, apático, pouco sensível a novidade, a mudança e a originalidade.  
O conflito é funcional quando resulta em melhoria para o grupo ou disfuncional atrapalha o grupo. Os três grandes tipos de conflitos: Conflito de tarefa que se relaciona ao conteúdo e aos objetivos do trabalho; Conflito de relacionamento que está relacionado às relações interpessoais; e  Conflito de processo, relacionado à forma que um determinado trabalho é realizado.
A comunicação tanto o excesso quanto à falta; estrutura, tamanho do grupo, estilos de liderança, sistemas de recompensa, e variáveis pessoais como características de personalidade e sistema de valores de cada pessoa, podem ser causas de conflito.
As condições citadas não são garantia de conflito, para que isso ocorra é necessário: cognição e personalização uma ou mais partes envolvidas devem ser afetadas por ele e devem estar conscientes disso;  interpretação incorreta das intenções do outro; as reações das pessoas precisam se tornar visíveis; e as consequências (funcional ou disfuncional) dependem dos níveis de conflito.
GESTÃO DE CONFLITOS
disponível em
Para que um indivíduo possa superar conflitos é necessário saber lidar com eles, para isso é preciso tato, sensibilidade, embora em alguns momentos não seja suficiente para alcançar uma solução eficaz. Nesse caso deverão utilizados alguns procedimentos que servem como ponto de referência, levando em consideração uma gama imensa de variáveis como: cultura organizacional, ciclo de vida do produto, da empresa e das pessoas envolvidas diretamente com o conflito, estilos de liderança, identificação entre os integrantes de um grupo.  É muito importante, antes de qualquer decisão, que se investigue os fatos, o histórico das pessoas envolvidas, suas condutas e desempenho.
Segundo Megginson, Mosley e Jr. (1986, p.471-472) um dos motivos da geração de conflitos em empresas pode estar baseado no fato da diversidade cultural dos indivíduos envolvidos, como: etnocentrismo, recorrer aos próprios valores como parâmetro para resolver algum problema; uso impróprio de práticas gerenciais, aplicação de uma prática numa cultura, levando em conta sua eficiência e eficácia em outra; percepções diferentes, ocorre pelo fato de cada cultura possuir um conjunto de valores como referência; comunicação errônea, diferenças culturais geram uma comunicação equivocada.
Um ponto potencial gerador de conflitos consiste na observação/critica do trabalho de um indivíduo e para minimizá-los Bee (2000) desenvolveu dez ferramentas, a chamada crítica construtiva: analisar a situação, determinar os efeitos e objetivos, ajustar-se a receptividade, criar o ambiente propício, comunicar-se efetivamente, descrever o comportamento que deseja mudar, descrever o comportamento desejado, procurar soluções conjuntamente, concentrar-se naquilo que acha bom e chegar a um acordo.
Segundo Chiavenato (1999) para administrar um conflito organizacional pode-se empregar um dos seguintes estilos: estilo de evitação, ou seja, fuga do conflito; estilo de acomodação, resolver os pequenos e deixar os maiores para depois, estilo competitivo, aceitar perdas e ganhos, estilo de colaboração, situação ganha/ganha.
Por fim, para gerar um menor número de conflitos é necessário criar um ambiente agradável, competitivo e diferenciado, para proporcionar uma melhor qualidade de vida, acarretando uma menor geração de conflitos  desnecessários e improdutivos.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PSICOLOGIA NO COTIDIANO DA ORGANIZAÇÃO. COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA

O Estudo da Subjetividade
disponível em http://www.lambda.maxwell.ele.puc-rio.br/

Nas organizações contemporâneas, a subjetividade passa a ter seu valor no gerenciamento de pessoas. Considerar as questões subjetivas significa que toda pessoa tem seu espaço interior que se comunica com o exterior, que ele é historicamente construído,  decisivo nas escolhas de sua vida e  provoca mudanças no entorno. Existe um processo de participação e expressão da mesma por meio da comunicação, prioritariamente por meio da linguagem.
O artigo aborda as Centrais de Atendimento Telefônico, onde a pessoa tende a perder a capacidade de dominar sua própria linguagem restringindo sua expressão plena de subjetividade, pois adota uma linguagem automatizada e ritualizada que não é sua, tendo que respeitar a relação com o cliente. O texto enfoca a fala do atendente e a natureza do pronome de 1ª pessoa do singular, as noções estabelecidas sobre o “eu” e suas representações.

Subjetividade e comunicação nas relações de trabalho:  contribuição aos estudos interpretativos da comunicação organizacional no Brasil
Disponível em  http://www.abrapcorp.org.br/anais2007/trabalhos/gt2/gt2_rebechi.pdf
Cada vez mais se exige a participação do trabalhador e seu comprometimento com os objetivos da empresa e  as organizações tentam controlar a comunicação em prol de seus interesses cooperativos. Participação e engajamento são terminologias que começam a ganhar força no discurso empresarial contemporâneo. O que no passado parecia não ser determinante agora é relevante para o aumento da produtividade. A subjetividade divide espaço com a razão, estando direcionada a colaborar com os interesses organizacionais, objetivando produtividade e lucratividade.
A comunicação em sua relação com a categoria social trabalho sofre forte influência das práticas sociais cotidianas e das experiências de vida de cada indivíduo. Hoje todo trabalhador se utiliza de alguma forma de comunicação, seja falada, escrita gestual, durante o seu trabalho. A comunicação faz parte da subjetividade de cada trabalhador que a utiliza como o sujeito do contexto em que vive.  Embora as organizações insistam em compartilhar a idéia que a ação comunicativa do trabalhador seja em prol de interesses coorporativos, ele age como interlocutor com possibilidade de interferir em prol de seus próprios interesses, deixando de ser mero coadjuvante para se transformar em legítimo multiplicador de opiniões.

LIDERANÇA E COACHING – Desenvolvendo pessoas, recriando organizações
disponível em http://www.uab.furg.br//file.php/415/lideranca_e_coaching.pdf
 
O artigo relata a importância fundamental do  líder para o desempenho e produtividade em organizações, como também avalia a liderança exercida através do coaching. A liderança é um processo que influência as atividades de um indivíduo ou grupo, com a finalidade de alcançar um objetivo e passou a ser vista como uma ferramenta de comando e controle nas organizações. O artigo ainda analisa os vários tipos de liderança em relação aos subordinados, como também as qualidades e habilidades que um líder deve possuir na atualidade, sendo um servidor da orrganização.
A prática do coaching é a nova tendência em termos de gestão e é utilizado para melhorar o desempenho dos profissionais como um todo, buscando melhores resultados ao desenvolvimento de competências pessoas ou profissionais. O coach lidera, orienta, guia, aconselha, treina, desenvolve, estimula e impulsiona o aprendiz, é um relacionamento que produz novas competências. Segundo Chiavenato (2002) nem todo líder é um coach, mas todo coach pode ser um líder. Entre as principais perspectivas de um coach estão: ouvir e ensinar, orientar as pessoas, desenvolver o potencial de cada indivíduo, compartilhar responsabilidades, saber reter talentos.

GERENCIAMENTO DE IMPRESSÕES E LIDERANÇA CARISMÁTICA: relações e possibilidades para estudos em empresas de hospitalidade
Disponível em
O texto refere-se as inter relações com o tema gerenciamento de impressões e liderança carismática, na medida em que esta se utiliza fortemente da administração dos sentidos, valorizando as impressões projetadas.A liderança é um tema sobre comportamento humano de grande apelo por ser considerado um importante aspecto do cotidiano quanto da prática organizacional. O líder pode ser Transacional que leva seus seguidores a atingir metas ou Transformacional com a capacidade de inspirar seus seguidores  a transcender seus próprios interesses para o bem da organização. Segundo o artigo o líder tem reconhecido o papel de sua imagem pública no exercício da liderança, então conscientemente ou não, passa a utilizar-se de estratégias de gerenciamento de impressões, com o objetivo de criar, manter e divulgar imagens, para representar este papel. Assim o GI pode ser um grande mecanismo de influência para que os líderes criem uma base de apoio para suas ações.
O carisma é importante no processo de liderança, uma vez que inspira o grupo e facilita as transformações, sendo a comunicação importante ferramenta para um relacionamento duradouro com os liderados.  Segundo o que nos foi apresentado no artigo, os líderes carismáticos projetam uma imagem pública extraordinária a fim de causar impressões nas pessoas e deve ser visto apresentando no mínimo, competência, estima, moralidade, potência e intimidação para ser percebido como carismático.





 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MOTIVAÇÃO E PERCEPÇÃO

Motivação, Teorias e Conceitos Básicos disponível em http://www.uab.furg.br//mod/resource/view.php?id=11969

No artigo, a motivação pode ser definida simplesmente como direção, intensidade e persistência do esforço. Na direção do esforço o indivíduo se aproxima ou é atraído por determinadas situações. A intensidade do esforço refere-se a quantidade de esforço que a pessoa dedica a uma determinada situação particular e a persistência do esforço onde as pessoas motivadas mantem foco em seus objetivos até atingí-los.
Motivação tem sido tema constante de estudo dos psicólogos e as teorias mais conhecidas são:
1 - Teoria da Hierarquia das Necessidades- Maslow considera "necessidade" a manifestação natural que desperta uma tendência a realizar um ato. Ele organizou as necessidades humanas em cinco categorias hierárquicas com forma de pirâmide. As necessidades físicas chamadas de primárias e as necessidades secundárias são sociais e psicológicas. Segundo esta teoria somente passamos a dar mais ênfase às necessidades secundárias, quando as primárias se encontram razoavelmente preenchidas. Mas, segundo Maslow, dificilmente alguém atinge o topo da pirâmide, pois sempre surgirão novos desejos e sonhos.
2 - Teoria X, Y de Douglas McGregor,  enfoca duas visões do ser humano, uma basicamente negativa, a teoria do X e outra basicamente positiva Y. Segundo MacGregor os executivos tem uma visão do ser humano baseado em premissas que moldam o comportamento na relação com estes funcionários.
3 - Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, relacionada especificamente a situações de trabalho. A motivação é influenciada por dois tipos de fatores: os que levam a satisfação que são os motivacionais de conforto ou manutenção e os que levam a insatisfação que são chamados de higiene ou de desconforto. As necessidades intrínsecas são de controle do indivíduo, pois estão relacionados com o que ele faz ou desempenha e as necessidades extrínsecas se localizam no ambiente.

Motivação: Mitos, Crenças e Mal-entendidos disponível em http://www16.fgv.br/rae/artigos/862.pdf

As pessoas não fazem as mesmas coisas pelas mesmas razões, pois na realidade os indivíduos são diferentes uns dos outros, tanto pela própria bagagem inata desde o nascimento como também pela acumulação de experiências ao longo das diferentes etapas de sua vida.
Pesquisas no campo do comportamento conseguem mostrar que ninguem muda totalmente, o que acontece na realidade são modificações superficiais no comportamento, feitas a partir da própria vontade da pessoa, para melhorar seu relacionamento interpessoal, mas porque ela assim o quer.
A recompensa e a punição são utilizados frequentemente como  motivação, mas no momento que desaparece esta condição o indivíduo volta ao seu estado normal, que só perdura enquanto persistirem os estímulos que o provocaram, com sua eliminação volta a prevalecer o desestímulo.

O Processo de Percepção disponível em

Cada indivíduo percebe o mundo de diferentes maneiras. Através da percepção as pessoas transformam as informações em respostas que envolvem sentimentos e ações .A percepção se dá através dos cinco sentidos e consiste na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas por estes sentidos e poderá ser diferente para duas pessoas. A percepção trata das várias maneiras pelas quais as pessoas interpretam as coisas do mundo exterior, a forma de enxergar o mundo e como agem com base nessas percepções. As pessoas percebem primeiro o que se distingue do geral, o que diferente.
Alguns fatores contribuem para a diferença da percepção e do processo perceptivo: o perceptor, o percebido e a situação.
Existe também algumas distorções que podem tornar o processo impreciso e afetar a resposta: estereótipos e protótipos, efeito halo, percepção seletiva, efeito contraste, projeção e expectação.

Teoria da Atribuição: (Re) Conceituando a motivação na aprendizagem disponível em

A teoria das atribuições resgata o processo de desenvolvimento da motivação a partir das significações construídas pelo indivíduo. Como ele avalia sua trajetória não como mero espectador. A memória é fundamental no momento de realizar um trabalho ou teste escolar. As lembranças de resultados positivos podem auxiliar para que obtenha êxito, como também lembranças de desempenho negativo podem causa impactos não desejáveis no presente.
Ao avaliar desempenhos os educadores tendem a superestimar os alunos que sempre tiveram um bom desempenho e subestimar os que tiveram um mau desempenho, rotulando-os como bons ou maus alunos. Conforme as reflexões do professor no primeiro caso se o aluno se sair mal em um trabalho é porque estava doente ou algo não está bem na sua vida, já o segundo se conseguir boa nota é porque "colou" ou teve sorte.
Interferem no processo de atribuição elementos como autoestima, diferenças de gêneros, a influência de outras pessoas e as expectativas pessoais e de outrem acerca do desempenho do aluno em determinada tarefa.
Weiner juntamente com outros teóricos da atribuição, afirma que as pessoas procuram atribuir suas realizações negativas ou positivas a alguma causa.
Confirma-se a importância da conceituação interna e das compreensões do indivíduo acerca de si mesmo e do mundo que o rodeia. Portanto, a tarefa do pedagogo consiste em trabalhar os resultados da sala de aula com os  alunos de uma forma natural, encarando um fracasso como algo que pode acontecer na vida de qualquer um, certamente o educando estará mais motivado, caso contrário o fracasso pode gerar novos fracassos e a compreensão interna que é incapaz de aprender determinado conteúdo.